Entrevista de Ivo Lima para uma Estudante de Jornalismo.

Entrevista concedida Pelo Prof. Ivo Lima, autor do livro “O Recheio Que Faltava em Sua Vida”, para Suelen Paula, estudante de jornalismo de Curitiba – PR., em 22 de abril de 2015.

– Professor, como conheceu o Clube Brasileiro dos Escritores Independentes?

R: Através de uma ex-aluna, que estudava a terceira série do Ensino Médio, na E. E. “Prof. Guilherme de Almeida”, em São Paulo, Capital, no ano de 2006.

Desde quando começou a escrever? Desde quando a vontade de publicar um livro?

R: Desde estudante do Ensino Médio, em Assis – SP., quando eu já me dedicava a escrever, principalmente, temas no formato de escrita livre. Meu estilo era o de versos rimados. Abordava situações cotidianas na vida das pessoas, sempre apontando o Campo e a Cidade como cenários onde os fatos ocorriam.

– Como foi o processo de escrita de seu primeiro livro?

R: Depois de quatro anos escrevendo artigos sobre variados assuntos: Ética, Natureza, Cidadania, Educação, Relações humanas, Mercado de trabalho. etc, para o Jornal Correio Popular, de Campinas – SP., reuni uma série deles e com a colaboração do cientista social, José Ramirez Funes, na oportunidade, Diretor do Instituto de Pesquisa, Data Corp, deste órgão de imprensa. Apresentei para a Physis Editora Ltda e fizemos um contrato para o lançamento do meu primeiro livro: O RECHEIO QUE FALTAVA EM SUA VIDA: PARA AGIR COM SABEDORIA E SER FELIZ, lançado em 2008.

– Por que a escolha de publicar de forma independente?

R: Porque encarei isso como uma porta que estava aberta para eu mostrar o meu trabalho e, assim, futuramente, alçar novos voos na trajetória de escritor. Atesto que foi uma decisão acertada por tudo que ocorreu depois desse lançamento.

– Chegou a procurar outras formas para publicar antes?

R: Não. Já havia mostrado para amigos, para colegas de profissão, mas não foi realizado nenhum encaminhamento para lançá-lo.

– Quais as formas de divulgação são usadas para anunciar seu trabalho? Quanto disso se deve à internet?

R: Divulguei através de contatos para jornais, revistas; eventos promovidos por escolas particulares, estaduais e municipais; sindicatos, centros culturais etc., bem como através da página do meu Facebook (Ivo Lima), seja para anunciar as atividades realizadas, para comercializá-los e para divulgar esta atividade como escritor.

– Quais as maiores dificuldades em ser jovem escritor hoje em nosso país?

R: Quando lançar de forma independente, dispor de mínimas condições financeiras, uma vez que isso requer um custo; depois, o desafio é levar adiante uma processo de trabalho permanente, tendo como foco principal dois aspectos: divulgação e comercialização. Mas, além disso, se firmar no cenários que transitam os escritos, para tornar o seu trabalho cada vez mais reconhecido e adquirido.

– Quais as táticas devem ser utilizadas para atrair mais o público?

R: Aproveitar os eventos que abram espaços para a apresentação do trabalho como escritor. No caso das escolas que me convidam, ou que eu contato, o formato: “RODA DE CONVERSA COM O ESCRITOR” tem dado bons frutos, pois é uma maneira de fazer uma apresentação do livro, levando em conta a interação com os alunos, fugindo de um esquema rígido e formal demais perante os estudantes.

– Como está sendo a experiência de publicar o livro pelo CBE?

R: Foi uma experiência que rendeu bons frutos, pois me permitiu, por exemplo, visitar o México, percorrer cinco Estados e poder levar este trabalho, sobretudo, para professores, estudantes e movimentos sociais daquele país. O CBE me ofereceu orientações valiosas, que permitiu realizar estas atividades para promover o livro com cuidado, com planejamento e boas estratégias. Sou muito grato por essa dedicação, tendo em vista o êxito do livro lançado.

– Quantas cópias do seu livro já foram vendidas? E em quanto tempo de publicação?

R: Foram vendidas cerca de 500 cópias num período de 4 anos. Esse número citado é resultado, principalmente, de vendagens nos eventos que participei.

– Qual é seu maior tipo de público? Para qual público se atende mais o seu tipo de escrita?

R: Sem dúvida nenhuma, o público estudantil, e, particularmente, na faixa etária que frequenta o Ensino Médio. Embora isso não quer dizer que não procuro abordar outras faixas etárias e searas nesse processo de divulgação e comercialização dos livros que escrevo. Como este trabalho está sendo muito importante para minha trajetória como educador, um novo livro anda a caminho: MUDANÇA DE OLHAR – MUDANÇA DE PRÁTICA. Mas, é oportuno ressaltar que o meu trabalho de colaborador com o Correio Popular, de Campinas, desde 2003, junto ao projeto CORREIO ESCOLA – MULTIMÍDIA, o qual coloca a discussão do Jornal e das novas tecnologias em sala de aula, inscrito no Ministério da Educação, continua. Aliás, os dois livros são resultados de coletâneas de artigos publicados lá.

Ivo Lima

Professor de Filosofia e Escritor
Autor dos livros: O Recheio que Faltava em Sua Vida” (Clique Aqui para Comprar)
e “A Direção da Vida”
Diretor de Política Pedagógicas da Associação de Professores de Filosofia e Filósofos do Estado São Paulo (APROFFESP)

CBE entrevista o escritor e poeta cabo-verdiano Adelson Monteiro, autor do livro “A Voz do Príncipe da Paz” ***

CBE:  “A Voz do Príncipe da Paz” foi o seu primeiro livro publicado. Como foram suas primeiras experiências com a poesia e quais fatores o motivaram a seguir a carreira literária?

Adelson Monteiro: As minhas primeiras experiências com a poesia não foram tantas, até mesmo, diria que não me preocupava tanto, por assim dizer, embora, há algo dentro de mim que me impele a transmitir a minha mensagem através da literatura, visto que este mesmo algo que está dentro de mim (denomino-o de “iluminação divina”) visa ao bem comum, em que se faz necessária a busca dos novos e mais justos caminhos que nos guiem à paz, ao equilíbrio social e, principalmente, à liberdade entre os povos de diferentes estirpes. E por outro lado, os fatores que me motivaram a seguir a carreira literária foram e continuam a ser tantos, de modo que não me caiba mencioná-los todos nessa longa entrevista que estou a dar para o público em geral saber e ao mesmo tempo ter a noção de quem sou e qual é meu propósito para com a humanidade. E por conseguinte, levar a paz aos mais humildes, espelhar àquilo que está sob os panos da politicalha e da “democorrupção”, a igualdade social e racial e etc., são alguns dos fatores que não poderiam passar por despercebidos por mim mesmo como um homem iluminado para sempre em prol do bem comum e que cada homem não seja julgado pela sua condição social, porém pela sua ação. As minhas primeiras experiências com a poesia não foram tantas, como já frisei anteriormente, entretanto nasci poeta “Literato”, razão pela qual tive sempre essa imensa facilidade em querer ver cada povo a conviver-se em união, paz e liberdade e com sorriso e amor no coração.

Escritor Adelson Monteiro
O escritor e poeta Adelson Monteiro em palestra proferida no lançamento do livro “A Voz do Príncipe da Paz”.

CBE: Qual o papel que a criação poética ocupa em sua vida hoje e como você a relaciona com o seu quotidiano?

Adelson Monteiro: Veja bem, quando se fala em criação poética, isto leva a pensar profundamente, uma vez que minha singularidade poética tange à busca constante dos novos caminhos que nos levem à união sem o derramamento de sangue, já que o Homem não foi feito para se alimentar da própria carne e, a ponto de matar sua semelhança por frivolidade. No entanto, a poesia ou a criação poética teve e ocupa sempre um vasto lugar em minha vida como escritor, crítico literário, “poeta defensor dos pobres” e etc. Assim sendo, não é difícil viver minha vida pessoal e ao mesmo tempo ocupar-me das questões sociais contidas em minha obra, pois considero-me um homem normal, ainda que não comum em minha geração e época.

CBE: Quanto tempo você calcula que foi necessário para reunir todos os poemas e o livro tomar forma? Você pensou na obra antes como um todo ou ela foi o resultado espontâneo da reunião dos trabalhos? Fale um pouco sobre seu processo de produção.

Adelson Monteiro: Caro jornalista, nunca foi fácil ser algo nessa vida pelo Homem algum, mas quando se trata da “ Iluminação divina”, tudo se torna facílimo e perspícuo aos olhos, que neste caso seriam meus, portanto, em um ano, consigo escrever vários livros. No caso deste primeiro livro meu, levei aproximadamente um ano para reunir todos os poemas, também tudo aconteceu duma forma rápida, por assim dizer, já que estava a concluir meu segundo curso na atual “Faculdade de São Paulo”, para que pudesse me viajar depois para a cidade de Coimbra – Portugal, e a fim de que prosseguisse os estudos meus na Universidade de Coimbra, e outrossim, pudesse ajudar minha mãe e avó, em Lisboa, em suas atividades quotidianas. Com certeza, que pensei na mesma obra como um todo e tive sempre contato com ex-orientador meu do curso de Letras e Diretor do mesmo, Dr. Vlademir Yrigoyen, cheguei a comentar com ele a respeito do livro e minhas colegas me perguntavam ansiosamente se o livro já estava concluído e quando e onde seria o lançamento, ainda assim, não me precipitei em responder as perguntas que me eram feitas. Por outro lado, não poderia deixar de citar alguma particularidade nessa entrevista, que nunca esquecerei enquanto vivo: minha queridíssima colega e amiga, Josiane Cristina Barbosa com quem fiz todos os trabalhos do curso até ao fim e também da mulher exemplar chamada Jacira Trigo, figura singular e linda mulher de caráter, ex-diretora do Colégio Estadual Rodrigues Alves, onde estudei e lancei esta obra, que não deva ser vista de maneira comum, porque o valor da minha obra vai além da compreensão humana e as críticas de que faço à humanidade são construtivas do ponto de vista ética e moral. O próprio editor José Eduardo Güttler, que considero uma pessoa sábia, fez com que o processo de produção ocorresse de maneira brilhante e bem-sucedida, embora um trabalho árduo.

CBE: Quais as suas principais fontes de inspiração para compor os seus poemas?

Adelson Monteiro: Nesse caso, diria que fui sempre um grande admirador do amor ou seja, do bem em geral, embora sigo a linha do pensamento Luterano ou seja de Martin Luther King. Também já tinha lido alguns clássicos em diversos idiomas, mas suas obras não me disseram nada daquilo que considero minha missão “ pregoar a paz aos homens”, apesar de nelas estar patente a elevação do pensamento, mesmo assim não vejo a influência alguma em minha obra literária. Clássicos esses que com certeza respeito o valor das suas obras. Mas, até então, a principal fonte da minha inspiração é a Bíblia Sagrada.

CBE: Qual a leitura crítica que você faz sobre seu estilo e quais foram as maiores influências, em termos de autores consagrados, que contribuíram para a sua formação?

Adelson Monteiro: Veja bem, a leitura crítica de que faço sobre o meu estilo, vai muito além dàquela que se possa fazer da forma comum, mas o que se pode notar na mesma obra é a busca dos novos caminhos, que com certeza, possam-nos levar à paz e ao equilíbrio social. Não obstante, creio que a maior influência de sempre foi o grande Martin Luther King, ainda que li antes e depois algumas obras consagradas tais como as de Gil Vicente, Luís Vaz de Camões, Antero de Quental, Fernando Pessoa, António Nobre, Machado de Assis, Florbela Espanca, Castro Alves, Pablo Neruda e mais. Ainda assim, nada se identifique com a minha singularidade Literária, embora não deixam de ser vistas como obras de grandes valores literários e da Língua. Portanto, respeito-as mesmo sendo de linhagens diferentes.

CBE: O livro “A Voz do Príncipe da Paz” foi publicado pela Physis Editora, com o selo do Clube Brasileiro dos Escritores Independentes. Como você avalia o resultado desta parceria e quais os pontos que você considera que foram mais positivos, em termos de resultados?

Adelson Monteiro: Certo que “ A Voz do Príncipe da Paz” foi editado pela Physis Editora e com o selo do CBE, e o resultado desta parceria foi muito além do que imaginava e, por outro lado, hoje sou membro efetivo do mesmo Clube Brasileiro dos Escritores Independentes. E tudo isto contribui para a elevação da minha mensagem como defensor da paz e da igualdade social. No entanto, os pontos que considero como positivos foram os de levar essa mensagem da paz aos homens ao nível em que está sendo levada, com certeza absoluta, ocupará o seu lugar de destaque na sociedade humana e há muito por vir aos olhos de todos.

CBE: Quais os meios que você mais utiliza para promover e divulgar as suas obras?

Adelson Monteiro: Os meios que utilizo para promover essa vasta obra são diversos, embora, utilizo mais a Internet, vídeos, entrevistas e etc. E também o blog criado pelo Clube Brasileiro dos Escritores Independes para mim.

CBE: Que tipo de contato você mantem com o seu público e quais são suas impressões sobre a avaliação que os leitores fazem sobre os seus livros? Como esse retorno tem se manifestado?

Adelson Monteiro: quanto ao contato com o público, é um assunto delicado, de modo que não gostaria de ir além ao falar do público em geral, visto que “o bem não se vê por todos, mas o mal sim, qualquer um vê” e, portanto, minha mensagem vai muito além da análise de que dela possa se fazer pelos críticos. Com certeza, que respeito cada pessoa independente do seu status social ou da sua cor da pele, mas não é esta a questão que me preocupa, inclusive não almejo a fama ou o sucesso pessoal, já que minha principal preocupação é a paz. Como já disse de que não me preocupo com a popularidade, mas sim com a qualidade da minha mensagem em nome do amor e do bem comum.

CBE: É comum na Literatura a existência de vínculos com outras formas de manifestações artísticas, como a Música ou a Pintura. Ou ainda a interação com correntes filosóficas de pensamento ou movimentos sociais. Existe algo de ideológico na sua poesia, ou você prefere considerá-la pura e simplesmente como um exercício de fruição estética?

Adelson Monteiro: É importante a ressaltar que gosto realmente da música, pintura e etc., tanto que tenho dom para a música e, de vez em quando, reúno-me com alguns colegas e componho algumas letras enquanto soluça a guitarra em mãos, e tudo isto é deveras lindo. Creio que sim, que existe algo de ideológico em toda minha obra até mesmo não faria sentido por mim mesmo se não houvesse uma forte ideologia, neste caso seria uma mera fruição estética, e portanto sem o valor social de que considero importante para uma obra desta natureza incomum na sociedade humana na qual vivemos.

CBE: Sabemos que você já desenvolve um novo titulo a ser publicado em breve pelo Clube dos Escritores. Você pode nos adiantar alguma coisa sobre este seu novo projeto? Quais seus planos para o futuro?

Adelson Monteiro: Enfim, sim já tenho escrito vários livros e alguns já estão a ser editados nas editoras internacionais e em breve estarão à venda nas livrarias internacionais e também na livraria do Clube Brasileiros dos Escritores Independentes. E a segunda edição desse primeiro livro meu e mais os dois novos a serem publicados pelo Clube dos Escritores e assim que o trabalho for concluído, serei notificado pelo e-mail a viajar para lá no Brasil a fim de que possa participar do lançamento dos três livros acolá convosco e lembrarmos os velhos tempos em São Paulo com amigos e colegas, desde adolescência. Os meus planos para o futuro são vários, isto é, se a vida me for longa, embora a longevidade não me preocupa, razão pela qual estou a trabalhar arduamente em uma “Fundação Escritor Monteiro Adelson” denominada “FEMA” já em execução e por conseguinte, os projetos são tantos, e vamos aguardando pelas coisas boas em nome do amor e liberdade entre os povos. Muito obrigado a todos, e que Deus vos Abençoe.

(***) Entrevista concedida por Adelson Monteiro ao Clube dos Escritores em julho de 2013.