Meu Sonho.
Eu já sonhei contigo, meu Amado
mais de um milhão de vezes, e acredito
ter conseguido o céu inesperado,
com luzes de teu rosto, tão bonito.
Meu sonho era de Amor – caminho andado
por vales de ilusões, ou de conflito,
por olhos que choravam de saudade,
à espera, na esperança do infinito.
Meu sonho era real. Nos seus espelhos,
eu lia o arabesco de conselhos,
ao mundo, que ajudaste a conquistar.
E quando a noite em sol, se evaporava,
no orvalho das manhãs, acreditava,
que a vida não chegara a me acordar.
Noemise França Carvalho, poema extraído do livro “Devaneios”
Nenhum comentárioA Partida (Janela do Sonho)
Quando eu me for,
que seja sem arrependimentos,
sem contas pendentes,
nem devendo favores.
Saindo pela porta da frente,
bem às claras, como sempre).
Quando eu me for,
que seja com dignidade
e,… cada qual
engolindo sua saudade,
encare a viagem sorrindo,
posto não ser
um adeus…
mas…
um “arrivederci”.
Quando eu me for,
deixem aberta
a janela do sonho
para que eu
possa entrar à vontade.
(poema extraído do livro “Velas & Velas” de Nide Fontana Beccaccia, Physis Editora, S. Paulo, 1999)
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